Relação Parasito-Hospedeiro

1 – Fundamentos de Parasitologia:

1.1 – Definição – é o ramo da biologia que estuda os parasitos. A parasitologia, lato sensu, engloba também estudo dos vírus (virologia), das bactérias (bacteriologia) e dos fungos (micologia). No stricto sensu que adquiriu há muito tempo tem como objetivo o estudo dos protozoários e dos animais parasitos (helmintos e artrópodes).

2 – Parasito:

2.1 – Introdução – do ponto de vista biológico, parasitos são animais ou vegetais que vivem em um outro (hospedeiro) e retirando dele alimentos (nutrientes). No lato sensu, esta definição pode incluir vírus, bactérias e fungos, bem como protozoários e helmintos, mas historicamente o primeiro grupo tem sido estudado em microbiologia e o segundo em parasitologia.

2.2 – Definição – também chamado de hóspede ou bionte, é o indivíduo cuja existência se dá às expensas de um hospedeiro. O parasito não é obrigatoriamente nocivo ao seu hospedeiro, entretanto, alguns deles provocam agressões, produzindo malefício no indivíduo que o alberga.

2.3 – Relação Parasito –Hospedeiro (Parasitismo):

2.3.1 – Introdução – as definições clássicas de parasitismo estabelecem que a relação não é apenas unilateral em seus benefícios ao parasito, mas que também é positivamente prejudicial ao hospedeiro. Certamente os parasitos beneficiam–se desta relação, sendo–lhes fornecido o ambiente físico–químico, nutrientes e outras necessidades metabólicas e, frequentemente, sinais que regulam os seus ciclos de desenvolvimento. Da mesma forma, muitos parasitos certamente são prejudiciais a seus hospedeiros, entretanto, esta é uma visão deturpada pela medicina humana e veterinária e pelos resultados experimentais de laboratório. De fato, muitos “parasitos” estabelecem associações bastante inócuas com seus hospedeiros naturais e não são absolutamente patogênicos sob circunstâncias normais (ou seja, no hospedeiro natural, quando este se encontra em boas condições de saúde); o vírus da raiva  é um bom exemplo disto, pois em hospedeiros silvestres, o curso da doença varia de forma considerável entre as espécies e em algumas delas não produz lesões graves e, portanto, em estado de equilíbrio com elas.

Este estado de “patogenicidade equilibrada” geralmente, mas não universalmente, é aceito como o resultado das pressões seletivas atuando em uma relação ao longo de um período evolucionário. Esta “patogenicidade equilibrada” pode simplesmente refletir a seleção de um elevado nível de resistência geneticamente equilibrada na população hospedeira. De maneira alternativa, esta pode ser a norma evolucionária e a “patogenicidade equilibrada” simplesmente uma consequência de organismos que se estabelecem em hospedeiros “não naturais” (ou seja, novos). Assim como as outras categorias de simbiose, é impossível definir o parasitismo de forma estrita, exceto no contexto de organismos clara e altamente patogênicos. A crença de que a “nocividade” é uma característica necessária ao parasito é de difícil sustentação numa visão mais ampla.

O parasitismo como forma de vida foi adotado por muitos grupos diferentes de organismo. Alguns grupos, como os vírus, são por natureza, essencialmente, parasitos, mas a maioria inclui representantes parasitos de vida livre. Parasitos existem em todos os animais, desde os mais simples até os mais complexos e são companheiros quase inevitáveis da existência animal organizada. Desse modo, conclui–se que o parasitismo tem sido um sucesso evolucionário e como forma de vida deve estabelecer vantagens consideráveis. A vantagem mais óbvia do parasitismo é a metabólica. O hospedeiro proporciona ao parasito uma variedade de exigências metabólicas, sem absolutamente nenhum custo energético para o parasito, de maneira que ele pode dispender (consumir) uma grande proporção de sua próprias energias (energia esta que foi transferida do próprio hospedeiro para o parasito) para replicação ou reprodução. Esta relação metabólica unilateral apresenta um amplo espectro de dependência dentro e entre os vários grupos de parasitos.  Alguns deles são totalmente dependentes do hospedeiro e outros, apenas parcialmente.

A desvantagem mais óbvia do parasitismo tem sua base no fato de o hospedeiro coordenar o desenvolvimento de parasito, pois nenhum desenvolvimento é possível na ausência de um hospedeiro adequado. Por esta razão, várias adaptações evoluíram a fim de promover uma sobrevida prolongada: partículas virais, esporos bacterianos, cistos de protozoários e ovos de helmintos e artrópodes, todos com a finalidade de maximizar a sobrevivência no mundo externo, a fim de aumentar as chances de sucesso no contato com o hospedeiro.

O fato de uma gama tão ampla de organismos constituir–se em parasitos e de cada grupo animal estar sujeito à invasão por eles, levou à conclusão que o desenvolvimento do parasitismo como forma de vida deve ter ocorrido numa fase inicial  da evolução e a intervalos frequentes desde então. Como este processo ocorreu ainda não está completamente  elucidado, e pode ter sido diferente nos diversos grupos de organismos.

2.3.2 – Ação dos Parasitos Sobre o Hospedeiro:

2.3.2.1 – Introdução – na realidade, decorreram milhares de anos para que cada espécie de parasito, dentro de uma evolução gradativa, pudesse atingir um certo grau de relacionamento com a espécie hospedeira. Esta evolução foi necessária para que o parasito pudesse modificar certas características morfofisiológicas e com isso aproveitar o máximo das condições benéficas que o hospedeiro pudesse lhe proporcionar através de mecanismos adaptativos, objetivando uma vida melhor e se reproduzir dentro do indivíduo parasitado. Essas adaptações foram necessárias a através delas os parasitos sofreram modificações em hospedeiros distintos, estabelecendo uma especificidade entre o hóspede e o indivíduo parasitado, ou seja, um determinado bionte só parasita e um certo tipo de hospedeiro. A patogenicidade dos parasitos, geralmente varia muito, dependendo naturalmente do número de formas infectantes, virulência da cepa, idade e estado nutricional do hospedeiro. O parasito para se estabelecer, isto é, realizar suas funções normais, produzem uma série de ações indesejáveis, dos mais variados tipos, abaixo relacionadas:

2.3.2.2 – Tipos de Ação:

A – Ação Espoliativa – esta ação se caracteriza pela absorção de nutrientes e algumas vezes até sangue do hospedeiro. Ex: ancilostomídeos ingerindo sangue da mucosa intestinal  (para obtenção de Fe e O2), hematofagismo de triatomíneos, mosquitos, carrapatos e tabanídeos.

B – Ação Tóxica – existem algumas espécies de parasitos que produzem metabólitos e enzimas que provocam lesões no organismo do ser parasitado. Ex: Ascaris lumbricoides, produzindo metabólitos (antígenos) que provocam reações alérgicas; o miracídio do Schistosoma mansoni produz substâncias que induzem reações teciduais no fígado, intestino, pulmões, e outros tecidos.

C – Ação Mecânica – algumas espécies parasitárias impedem o fluxo alimentar, de bile ou de absorção de nutrientes. Ex: a Giardia lamblia “forrando” o intestino delgado (duodeno) impede a absorção pelas vilosidades intestinais; o A. lumbricoides, formando um enovelamento (bolo) obstruindo a alça intestinal; o cisto hidático exerce pressão no tecido parasitado e dessa maneira lesiona o órgão correspondente, assemelhando–se a um tumor que comprime e diminui a função dele.

D – Ação Traumática – os vermes adultos, os protozoários e, principalmente, as formas larvais dos helmintos, estabelecem este tipo de ação. Desse modo, a migração através da pele e dos pulmões pela larva dos ancilostomídeos; as lesões hepáticas produzidas pelas formas imaturas de Fasciola hepatica; as úlceras duodenais produzidas pelas larvas de ancilostomídeos e Trichocephalus trichiurus; a destruição dos eritrócitos causada por protozoários do gênero Plasmodium são exemplos deste tipo de ação.

E – Ação Irritativa – a simples presença constante do parasito, mesmo sem produzir traumatismo, já é o bastante para induzir irritação no local parasitado. Ex: o A. lumbricoides lesiona a mucosa intestinal com seus lábios. A Taenia sp e o Hymenolepis nana afetam a mucosa com suas ventosas.

F – Ação Enzimática – alguns parasitos na sua fase larvar ou adulta, liberam enzimas que despolimerizam certas substâncias (como o ácido hialurônico) existentes na pele ou mucosas, com a finalidade de facilitar a sua penetração ou retirarem nutrientes. Ex: o miracídio do S. mansoni libera enzimas que lesam os vasos do sistema porta intestinal, as cercárias (também do S. mansoni) possuem enzimas que facilitam a sua penetração através da pele, a Entamoeba histolytica irritam o epitélio intestinal.

G – Ação Anóxica – alguns parasitos podem consumir o oxigênio da hemoglobina ou mesmo produzir anemia, sendo capazes de produzir anóxia generalizada. Ex: Plasmodium sp, ancilostomídeos (infecções maciças).

H – Invasão e Destruição de Células do Hospedeiro – certos parasitos podem provocar este tipo de lesão. Exemplo: Plasmodium sp.

I – Ação Competitiva por Nutrientes Específicos – o Diphyllobothrium latum compete com o hospedeiro por vitamina B12.

J – Reação Imuno–Alérgica ou Inflamatória – do hospedeiro para o parasito, através de uma reação celular ou química, ou ambas. Exs: Trichinella spiralis, Trypanosoma cruzi, e outros.

2.4 – Tipos de Parasitos:

2.4.1 – Ectoparasito – é aquele que vive sobre a superfície exterior do hospedeiro ou nelas. Ex: Pediculus humanus (piolho). Sarcoptes scabiei (ácaro da sarna), Dermacenter sp (carrapato), Tabanídeos (mutuca).

2.4.2 – Endoparasito – é quando o parasito encontra–se estabelecido dentro do organismo do hospedeiro. Ex: a grande maioria dos parasitos.

2.4.3 – Parasito Acidental – é aquele que parasita um hospedeiro diferente do seu normal. Ex: Diphlidium caninum, parasitando crianças.

2.4.4 – Parasito Errático – este tipo encontra–se fora de seu habitat normal. Ex: a larva migrans (larva de Ancylostoma caninum e A. braziliense) parasitando o homem.

2.4.5 – Hiperparasito – é o parasito que vive às expensas (parasitando) outro parasito. Exemplo: A E. histolytica sendo parasitada por fungos, ou mesmo por cocobacilos, o S. mansoni parasitado por Salmonella tiphy, e outros.

2.4.6 – Parasito Eurixênico ou Eurióico (do grego eurýs, eureia, eury = largo, amplo, extenso + xénos = estrangeiro, estranho, hóspede) – é aquele que permite uma ampla variedade de hospedeiros possíveis, ou seja, são os que podem se estabelecer em muitos hospedeiros. Exemplo: O Toxoplasma gondii, parasita todos os mamíferos e podendo, inclusive parasitar aves.

2.4.7 – Parasito Estenoxeno ou Estenoxênico (do grego estenós, stenos = estreito, breve, abreviado + xénos = hospedeiro) – é aquele que se mostra muito estrito, quanto a hospedeiro, ou seja, é o parasito que se adapta somente a uma espécie de hospedeiro, ou que parasita espécies de vertebrados muito próximas. Por exemplo, o Enterobius vermicularis que só parasita o homem, algumas espécies de Plasmodium só parasitam aves, enquanto que outras só parasitam primatas, entre outros.

2.4.8 – Parasito Autoxeno ou Autóico (do grego autós = por si próprio, de si mesmo + xénos = hospedeiro) – é o parasito em que o hospedeiro intermediário e definitivo é o mesmo. Ex: Trichinella spiralis, A. lumbricoides, E. vermicularis, entre outros.

2.4.9 – Parasito Monogenético (do grego mónos = um, génesis, pelo latim genese = geração – é o parasito que possui um único tipo de reprodução – sexuada ou assexuada), ou seja, não apresenta alternância de gerações. Por exemplo, o E. vermicularis, A. lumbricoides, e outros.

2.4.10 – Parasito Monoxeno ou Monoxênico (do grego móno = um, + xénos = hospedeiro) – é aquele cujo ciclo ocorre sem participação de hospedeiro intermediário, ou seja, necessita apenas de um hospedeiro para sua evolução completa, ou seja, não possui a fase de vida livre larvar, permanecendo o tempo todo num único hospedador. Exemplo: A. lumbricoides, Tricocephalus trichiurus, Ancilostomídeos, e outros.

Obs – por se desenvolver em um único hospedeiro podemos afirmar que o parasito monoxeno é sinônimo de monogenético.

2.4.11 – Parasito Digenético (do grego di = dois, génesis, pelo latim genese = geração – é o parasito que possui dois tipos de reprodução – sexuada e assexuada), ou seja, apresenta alternância de gerações. Por exemplo, S. mansoni, T. cruzi, Taenia sp, Plasmodium sp, e outros.

2.4.12 – Parasito Heteroxeno ou Heteroxênico ou Heteróico (do grego héteros, = outro, diferente + xénos = hospedeiro) – é o parasito que requer de mais de um hospedeiro para completar o ciclo evolutivo, ou seja, é aquele que passa a fase larvar de sua vida num hospedeiro (intermediário) e a fase adulta em outro hospedeiro (definitivo) e, portanto, precisa de dois hospedeiros. Exemplo: S. mansoni, T. cruzi, Taenia sp, Plasmodium sp, e outros.

Obs – por se desenvolver em dois hospedeiros podemos afirmar que o parasito digenético é sinônimo de heteroxeno.

2.4.13 – Parasito Monóico (do grego mónos = um + oikos = casa) – é aquele que apresenta órgãos sexuais masculino e feminino num só indivíduo, ou seja, são hermafroditas. Exemplos: A Taenia sp, a Fasciola hepatica, entre outros.

2.4.14 – Parasito Dióico – (do grego di = dois + oikos = casa, habitação) – é aquele que apresenta órgãos sexuais masculinos e femininos em indivíduos diferentes. Alguns exemplos: S. mansoni, T. trichiurus, E. vermicularis, entre outros.

Obs – por analogia pode–se considerar o parasito monogenético como sinônimo de monóico e digenético como sinônimo de heterogenético ou dióico. Também pode-se afirmar que o parasito autóico ou autoxeno é sinônimo de monogenético ou monoxeno.

2.4.15 – Parasito Heterogenético (do grego héteros = diferente, génesis = geração) – é o que apresenta alternância de reprodução (sexuada e assexuada). Exemplos: S. mansoni, Taenia sp, Fasciola hepática, Plasmodium sp, e outros.

2.4.16 – Parasito Facultativo ou Condicional – é o organismo capaz de viver independentemente ou parasitando, ou seja, não é um parasito obrigatório, mas um parasito em potencial e quando não está parasitando é considerado de vida livre. Por exemplo: larvas de moscas Sarcophagidae, que tanto se desenvolvem em feridas necrosadas, como na matéria orgânica em decomposição (esterco).

2.4.17 – Parasito Obrigatório, Necessário ou Absoluto – o parasito que é incapaz de viver fora de seu organismo hospedeiro, ou seja,  na sua ausência, ele morre. Exemplos: S. mansoni, Taenia sp, entre outros.

2.4.18 – Parasito Periódico – neste tipo, o parasito espolia o hospedeiro em períodos intercalados, isto é, apenas quando necessita de algum elemento para satisfazer suas necessidades que a vida livre não consegue proporcionar. Exs: a sanguessuga suga o sangue para alimentação, fêmeas de mosquitos do gênero Anopheles, Culex e Aedes que necessitam de sangue para a maturação dos ovos, pois como os machos, se alimentam de néctar das plantas, a mosca do berne que parasita animais em sua fase larvar, entre outros.

2.4.19 – Parasito Intracelular – aquele que se multiplica no interior de células do órgão ou tecido parasitado. Ex: Plasmodium sp, Leishmania sp, e outros.

2.4.20 – Parasito Intracelular Estrito – é o agente infeccioso que, apesar de poder sobreviver durante um período razoável no ambiente extracelular, apenas é capaz de se multiplicar no interior de células. Exs: T. gondii, Plasmodium sp, T. cruzi, Chlamydia tracomatis, entre outros.

2.4.21 – Parasito Intracelular Facultativo – é aquele que se multiplica dentro das células infectadas, mas que podem também, proliferar fora delas. Por exemplo, a Mycobacterium tuberculosis, Candida albicans, Cryptococcus neoformans, e outros.

2.4.22 – Parasito Extracelular – é aquele que se multiplica no exterior de células do órgão ou tecido parasitado. Exemplos: a maioria dos helmintos e protozoários (E. histolytica, Giardia lamblia, etc.), entre outros.

2.4.23 – Parasito Cavitário – este, se localiza na luz dos órgãos ou cavidades, especialmente nos intestinos. Ex: helmintos e protozoários intestinais.

2.4.24 – Parasito Tecidual ou Textrino – é o agente infeccioso que se instala no interior de células ou na intimidade dos tecidos, na circulação sanguínea ou linfática, ou no líquor. Ex: Plasmodium sp, Neisseria meningitidis, Wuchereria bancrofti, S. mansoni, e outros.

3 – Hospedeiro:

3.1 – Definição – é o organismo que em condições naturais, fornece os elementos necessários para o metabolismo (condições de subsistência), além de alojamento a um agente infeccioso. O hospedeiro também é chamado de biosado.

3.2 – Tipos de Hospedeiro:

3.2.1 – Hospedeiro Acidental ou Ocasional ou Vicariante – é o hospedeiro não habitual para o parasito, ou seja, é aquele de espécie diferente da normal.  Nesse caso, o parasito pode ou não se desenvolver totalmente neste tipo de hospedeiro. Ex: homem parasitado por larva de A. caninum e A. brasiliense, e outros.

3.2.2 – Hospedeiro Intermediário ou Secundário – é aquele que alberga o parasito em sua fase larvar ou em período de reprodução assexuada. Ex: Biomphalaria sp, Tenebrio sp, Bos taurus, porco, triatomíneos, homem, entre outros.

3.3 – Hospedeiro Definitivo ou Primário – é aquele que o parasito vive na fase de maturidade ou adulta, ou seja, na fase de reprodução sexuada. Ex: o homem ( para a maioria dos parasitos), Anopheles sp ( Plasmodium sp), e outros.

3.4 – Hospedeiro Paratênico ou de Transporte – é um tipo de hospedeiro em que o parasito não sofre transformação ou desenvolvimento e em alguns deles  permanece encistado até ser ingerido pelo hospedeiro definitivo. Em outras palavras, é aquele em que a larva do parasito se aloja transitoriamente sem sofrer nenhuma mudança essencial, isto é, sem crescer; a larva infectante é apenas transportada de um hospedeiro para outro, até o hospedeiro final, onde se torna adulta.  Ex: o homem é hospedeiro paratênico de larvas de Toxocara canis e o Tenebrio molitor é o hospedeiro paratênico de larvas de Hymenolepis nana.

3.5 – Hospedeiro Natural – é aquele que além de não sofrer com o parasitismo, garante a perpetuação da espécie bionte, funcionando como fonte de infecção para outros animais ou para o homem. Exemplos: o gato é o hospedeiro natural do Toxoplasma gondii.

3.6. – Hospedeiro Anormal – é o que se ressente do parasitismo, adoecendo ou morrendo em consequência, por falta de mecanismos adaptativos suficientemente desenvolvidos para assegurar o equilíbrio biológico. Exemplo: macacos Alouatta e o homem morrem com febre amarela.

3.7 – Hospedeiro Reservatório – são aqueles que albergam os agentes infecciosos por toda e por isso, são também denominados hospedeiros naturais, constituindo–se em fontes de infecção para a espécie humana. Exs: o Aedes aegypti é um hospedeiro reservatório para o vírus Dengue e da Febre Amarela, a raposa para a Leishmania donovani, o tatu para o Trypanosoma cruzi, entre outros.

Nota – este texto é, na realidade, uma breve introdução, por isso queremos esclarecer aos interessados no assunto, que para obter o texto na íntegra (total), pode consultar a nossa loja virtual e solicitá-lo, que atenderemos todos os pedidos e enviaremos os mesmos pelos Correios e Telégrafos; portanto, entre em contato conosco através dos nossos telefones ou e-mails.

Autor: Mário Jorge Martins.

Clínico Geral, Epidemiologista, Laboratorista, Administração, Assessoria, Consultoria, Treinamentos para todos os profissionais da área de saúde e Planejamento em Saúde.

Prof. Adjunto de Saúde Coletiva da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (UNCISAL).

Mestre em Parasitologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Diretor do Setor de Epidemiologia da SUCAM, no período 1.987 a 1.990.

Coordenador do Programa de Controle de Febre Amarela e Dengue (PCFAD) no período de 1.987 a 1.990.

Criou e Coordenou o Programa da Esquistossomose de Maceió–AL, no período de  1.993 a 1.998; sendo considerado o melhor Programa da Esquistossomose do Mundo pela Organização Mundial de (OMS).

Médico da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA).

 

 

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